
Bereschit
No princípio aquilo criou seis ;
e como num estrondo inesperado a Vida brotou do âmago do Caos.
Espalharam-se miríades de luzes sobre o Oceano do Universo:
imensidão de trevas, trovão e tempo.
Assim começou o dia Eterno. Meditava o Criador em obra infinda,
em sonhos inenarráveis que iam projetando sóis e galáxias.
Quem haveria de esperar que das gotas desse vácuo saltariam as imensas hostes angelicais? Quem poderia imaginar tão diversa falange decaída?
O homem sonha com o Divino ou é sonhado pela Eternidade?
Paradoxo dos paradoxos. O Sábio chinês repousa ao ficar estarrecido com a borboleta. Em que flor ou espaço pousaremos?
Calaremos. E nesse silêncio sepulcral ouviremos novamente o monólogo infinito do Éter.
3 asnos comentaram:
Eis o paradoxo da existência. Sonhadores sonhados! Belo texto e profundos ensinos contidos nele!
Espanta-me o silencio eterno dos espaços infinitos! Pascal
Porém este silencio jamais será ouvido dos sepulcros caiados. Este silencio é algo da ordem do espectral. Se refere a magnitude dos movimentos alados da borboleta e nao do tempo de imersão dormente no recluso dos casulos!
" E nesse silêncio -espectral- ouviremos novamente o monólogo infinito do Éter".
Encanta-me os silencios eternos dos espaços infinitos!
Mas também tem o seguinte querida Ruth! O Sepulcro ao qual me refiro é o o mesmo do VITRIOL.. conhecendo as esferas infernais é que poderemos conhecer os sons paradisíacos..
Portanto, é um silêncio também do aqui-agora.
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