
Eu mesmo ando sem ter o que dizer. Porém, meu avô - do alto dos seus 88 anos completados ontem - ainda tem muito o que ensinar e transmitir. Reproduzo abaixo um verso que ele fez há pouco tempo atrás recitando para minha tia.
Obs: fiz algumas alterações mínimas no verso no sentido de promover a latente musicalidade do poema sertanejo.
A Árvore
Sou a árvore que os homens não respeitam
me destroem sem piedade: seus golpes são profundos.
Eles não vêem que eu enfeito a Natureza
Com a Vida alimento os pulmões de todo o Mundo!
Dou madeira para construir moradas
Protegendo todos filhos contra a chuva e contra o vento
Minha ramagem é quem protege seus rebanhos
E meus frutos saborosos lhe provêm o alimento!
Homens ingratos que destroem as pobres árvores
Que enfeitam seus jardins e dão vida ao Sertão.
Nesta vida sempre damos nosso auxílio
e na hora da sua morte, ainda damos seu caixão.
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