24/05/07

A Árvore


Eu mesmo ando sem ter o que dizer. Porém, meu avô - do alto dos seus 88 anos completados ontem - ainda tem muito o que ensinar e transmitir. Reproduzo abaixo um verso que ele fez há pouco tempo atrás recitando para minha tia.

Obs: fiz algumas alterações mínimas no verso no sentido de promover a latente musicalidade do poema sertanejo.


A Árvore


Sou a árvore que os homens não respeitam

me destroem sem piedade: seus golpes são profundos.

Eles não vêem que eu enfeito a Natureza

Com a Vida alimento os pulmões de todo o Mundo!


Dou madeira para construir moradas

Protegendo todos filhos contra a chuva e contra o vento

Minha ramagem é quem protege seus rebanhos

E meus frutos saborosos lhe provêm o alimento!


Homens ingratos que destroem as pobres árvores

Que enfeitam seus jardins e dão vida ao Sertão.

Nesta vida sempre damos nosso auxílio

e na hora da sua morte, ainda damos seu caixão.



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