
Anima Mítica
"Não liguemos o saber à alma. Incorporemo-lo a ela." (Michel de Montaigne)
Heráclito já retumbava aos quatro ventos que “ a morada do homem é o extraordinário”. Nas infindas celebrações do mundo antigo, os seres buscavam contacto permanente e fidedigno com as forças além-mundanas que operavam nas nervuras do sentido e do real. Mas onde buscar a fonte da tessitura imaginária? Onde procurar a gruta oculta que alimentava o mundo e o supra-mundo?
Devido às suas naturezas, os homens do passado evitaram as respostas objetivas, substituindo-as por flechas enigmáticas nos campos significantes: os mitos.
Os mitos apontavam as mais altas realidades, aspirações e anseios dos povos ancestrais. Através de sua rica função fabuladora, eles forjavam um mundo, já existente em latência potencial, pleno de vida e harmonia. Porém, dentre todos os multi-mitos, unívocos em sua essência não simplista, destacam-se aqueles que fazem menções, ainda que muito veladas, à alma humana.
Essa “Anima Mítica” promoveu uma verdadeira migração do pensamento antigo para as mais altas esferas metafísicas. Lá, onde ainda residem as formas imemoriais, os pensadores encontraram o tempo forte onde o mito anímico é re-inventado continuamente nas percepções de um porvir que nunca chegará. É conhecida por todos, ou pelo menos deveria ser, a doutrina platônica da transmigração das almas que transmite revelações sintéticas sobre o cerne da alma humana e postula o fabuloso: “aprender é recordar.” Onde estará perambulando essa verdade imorredoura do mito da Alma? Como foi que os povos antigos chegaram à conhecer de perto essa essência do homem? Só poderemos almejar chegar perto de tais idéias se nos reportarmos aos mitos antigos e, através de uma interpretação sensível, chegarmos à penetrar “com a alma na alma”.
Também devemos recordar, sempre que for possível, como as concepções neoplatônicas e gnósticas – receptoras da tradição ocidental antiga – influenciaram nosso entendimento sobre a “anima” vital. Aqui, o Mito de Sophia é altamente revelador e pode trazer claridade aos anseios pulsantes do homem de desejo.
Jornada da Alma, Jornada do Mito, Jornada do Homem.
"Não liguemos o saber à alma. Incorporemo-lo a ela." (Michel de Montaigne)
Heráclito já retumbava aos quatro ventos que “ a morada do homem é o extraordinário”. Nas infindas celebrações do mundo antigo, os seres buscavam contacto permanente e fidedigno com as forças além-mundanas que operavam nas nervuras do sentido e do real. Mas onde buscar a fonte da tessitura imaginária? Onde procurar a gruta oculta que alimentava o mundo e o supra-mundo?
Devido às suas naturezas, os homens do passado evitaram as respostas objetivas, substituindo-as por flechas enigmáticas nos campos significantes: os mitos.
Os mitos apontavam as mais altas realidades, aspirações e anseios dos povos ancestrais. Através de sua rica função fabuladora, eles forjavam um mundo, já existente em latência potencial, pleno de vida e harmonia. Porém, dentre todos os multi-mitos, unívocos em sua essência não simplista, destacam-se aqueles que fazem menções, ainda que muito veladas, à alma humana.
Essa “Anima Mítica” promoveu uma verdadeira migração do pensamento antigo para as mais altas esferas metafísicas. Lá, onde ainda residem as formas imemoriais, os pensadores encontraram o tempo forte onde o mito anímico é re-inventado continuamente nas percepções de um porvir que nunca chegará. É conhecida por todos, ou pelo menos deveria ser, a doutrina platônica da transmigração das almas que transmite revelações sintéticas sobre o cerne da alma humana e postula o fabuloso: “aprender é recordar.” Onde estará perambulando essa verdade imorredoura do mito da Alma? Como foi que os povos antigos chegaram à conhecer de perto essa essência do homem? Só poderemos almejar chegar perto de tais idéias se nos reportarmos aos mitos antigos e, através de uma interpretação sensível, chegarmos à penetrar “com a alma na alma”.
Também devemos recordar, sempre que for possível, como as concepções neoplatônicas e gnósticas – receptoras da tradição ocidental antiga – influenciaram nosso entendimento sobre a “anima” vital. Aqui, o Mito de Sophia é altamente revelador e pode trazer claridade aos anseios pulsantes do homem de desejo.
Jornada da Alma, Jornada do Mito, Jornada do Homem.
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