30/11/07

Las barbas que saem do molho


Como os textos de Bruno que coloquei há 1 mês atrás não são fruto da minha mente insana, e sim da mente dele, posso considerar que estou há muito tempo ausente do meu próprio espaço virtual. Deixei o mato crescer e as ervas daninhas se apossarem daquilo que sempre foi meu, egocentrismos à parte, por direito. É por isso que agora volto ao Asno de Ouro com o poder leonino e selvagem de simplesmente cortar o mal pela raiz. Com a potente "roçadeira" da retórica, a foice do discernimento e o metal das metáforas pobres, voltei para o meu triunfo de Zaratustra.
Andei inventando coisas no espaço desse tempo. Aliás, incrível. Acho que em em 60 dias devo ter morrido aproximadamente 61 vezes para 60 coisas diferentes. Hoje, vivo simplesmente - ainda que complexamente - não sabendo exatamente o que há de vir. Sem saber o que esperar de uma vida cigana, transeunte e descontrolada, paro para me perguntar: e agora ? E o velho Drummond estava certo mais uma vez. Porém, tenho um adendo importante ao agora do "já não agora" drummoniano: querido poeta, a luz não acaba. A Eureka e o Fiat Lux do bom José vão iluminar as parcas portas do meu espaço tomado pelo limbo. E pelo lixo.
Alguns poderiam considerar a permanente irradiação luminosa de mim para mim mesmo como:
a) egocentrismo - hipótese descartada de antemão por ser quem sou. Eu sou.
b) banal consolo - não não e não. Que eu tenha dito que há luz é ponto "PACIFICO". No entanto, onde está ela? E agora, e agora? Então fiquei procurando aquele ponto turvo e bruxoleante em meio ao caos do que não podemos prever. Ou seja, tudo. Bruno diz que a infinitude é múltipla. Muitos mundos, muitos universos, muitas vidas. Eu atesto. Atesto e confirmo pois sou uma prova viva disso. Muitos eus, muitos pensamentos, muitos sentimentos.. muito, muito nada, cousa alguma.
Agora vou voltar ao meu trabalho descontinuado sobre Sophia. Vou resgatar com bravura minha núpcia espiritual adormecida e trabalhar com afinco dia e noite nesse intento. Que todos os meus eus rebelados e dispersos escutem isso claramente. O mato está sendo destroçado e tenho pena sincera dos que estão no caminho.
Atenciosamente
o dono do blog.