05/05/09

Tat Twan Asi


Do nada, em nada, se verte o viço do verso. A palavra degenerada é concretamente a abstração, o hiper-relaxamento do gênero. Vem (vir e viemos) as formas, todas prontas, em exércitos de casulos, cápsulas, claustros, camadas e conceitos ; daí a derivação do termo crueldade de Artaud: desnudamento completo com a força da semente original. Mesmo poder de morte, vida, cio, som. Aqui sim um irromper-se necessário para frutificar em palavra-árvore, verbo-fruto. O verbo, erupção do corpo, é o filho incompreendido, ainda que sem necessitar de defesa, e malogrado. Porém, observa atentamente a pedra de escândalo e com ela edifica e medica. Sanar com arte, habilmente verter-se em vertigem do abismo. No olhar, tão teme e apenas salta pois não há como fracassar: tu és isso.

3 asnos comentaram:

Cândida disse...

Tão lindo quanto seus olhos verdes hipnotizantes! Tão expressivo quanto meu amor por vc!
Adoro tudo que vc faz meu bemn!

William Meurer disse...

Tat Twan Asi é uma questão bem intrigante e reveladora. "Do nada, em nada, se verte o viço do verso" descreve bem esse grande enigma repetido desde as mais antigas civilizações "Quem sou eu?"...

Nero disse...

FESTA DE POLACO

- 25/SET - Bar Casa Verde (Seo Zé), a partir das 12hs (isso mesmo, meio-dia!) até de madruga...
Rua Amintas de Barros esq. General Carneiro

- 26/SET - Café Parangolé (não, não é um executive bar), a partir das 21hs
Rua Benjamin Constant, 400, quase esq. c/ Doutor Faivre

- 27/SET - Tragos Largos, a partir das 12hs
Rua Trajano Reis, em frente à Igreja do Rosário, pertinho do cavalo babão

traga violão, paçoca de rolha, cachaça, poemas, dólares e sorriso na cara....